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08-03-2010

Melhor Idade

Caderneta do Idoso ajuda a mapear fatores de risco à saúde

As quedas e os acidentes de trânsito são os principais fatores de risco para a saúde da população com mais de 60 anos, representando 61% e 14% dos 3.209 atendimentos de idosos em 2007 notificados em serviços de urgência e emergência na pesquisa feita pela Vigilância de Violências e Acidentes (Viva). No trânsito, os acidentes com idosos acontecem principalmente com pedestres (36%), bicicletas (16%), automóveis (15%) e motocicletas (14%). Entre os casos de violência mais comuns notificados pela Viva estão a física (92%) e psicológica (20%). Em 34% das vezes, o agressor é um familiar da vítima idosa.

Os casos de violência doméstica, sexual, autoprovocadas e outras violências cometidas contra pessoas idosas são obrigatoriamente notificadas pela Viva, que informa às secretarias estaduais de saúde, que por sua vez notificam o Ministério da Saúde. Com isso, é possível estabelecer medidas de prevenção, registrar o histórico de saúde e fazer o acompanhamento dos idosos. A concentração maior dessa população está principalmente nos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraíba.

O Ministério da Saúde forneceu 13 milhões de Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa desde 2007. Até o final deste ano, a meta do Mais Saúde é entregar 19 milhões unidades, melhorando a apuração dos dados referentes à saúde dessa população. A iniciativa permite aumentar o controle sobre doenças e agravos, reduzir as incapacidades e dependências do idoso e evitar progressão para sequelas e complicações.

O Brasil será um país de pessoas idosas a partir de 2050, quando a população será de 63 milhões de pessoas acima de 60 anos. Há 30 anos, eram 10 idosos para cada 100 jovens e, daqui a 40 anos, o esperado é que sejam 172 idosos para cada 100 jovens, refletindo a melhoria na esperança de vida ao nascer, que saiu de 43,3 anos, na década de 1950, para 72,5 anos, em 2007, no sexo feminino. A média de mulheres férteis deverá diminuir de 1,9 filhos para -0,05 em 2030. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


Fonte: Ministério da Saúde