| 30-07-2010 |
Saúde e sociedade |
Enem destaca relações do médico com instituições e população |
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A relação dos profissionais de medicina com instituições governamentais, a população e a mídia foi o alvo do terceiro dia de palestras do Encontro Nacional das Entidades Médicas (XII Enem). Eduardo Santana, 2º vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), enfatizou a importância do movimento médico não apenas como gerenciador das mudanças no setor da saúde, mas principalmente como ferramenta para agilizar melhorias viáveis e compatíveis com a realidade brasileira no que se refere à liberação de recursos para o sistema público de saúde. Também chamou a atenção para a necessidade de ampliar a relação dos médicos com os demais profissionais de saúde, alertando para o fato de que “existe facilidade para identificar diferenças, mas pouca atenção para identificar semelhanças entre as diversas categorias do setor”. Sugeriu a realização de encontros periódicos que qualifiquem as relações dos médicos com o Judiciário e outros órgãos do governo, e que possibilite uma relação de parceria e compromisso entre as entidades médicas e as instituições governamentais. Para Santana, “tão importante quanto regulamentar a profissão médica é haver a compreensão da nossa responsabilidade com a saúde do país”. E completou: “de nada adianta obter a aprovação das leis, mas não obter conquistas representativas para a classe médica e a sociedade”. Gestão do SUS Miziara destacou o empenho da classe médica nos encontros estaduais Pré-Enem. Ele mencionou especialmente as discussões em torno da aprovação imediata da Emenda Constitucional 29 (EC-29), a viabilização do ressarcimento dos planos privados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a luta pela garantia de recursos para a saúde em, no mínimo, 30% da arrecadação da Seguridade Social. Dados sobre o financiamento do SUS e do Sistema Suplementar foram apresentados por Bosi. Ele chamou a atenção para o fato de que a população brasileira está envelhecendo rapidamente, e que é preciso ter uma visão de médio e longo prazos quando o assunto é seguridade social. Citou ainda problemas no gerenciamento do SUS, como ineficiência do setor (carência de recursos), mau uso dos recursos disponíveis e a falta de uma priorização concreta na canalização dos recursos atualmente disponíveis na saúde pública. Vital demonstrou as conquistas do SUS, que contabiliza mais de 6 milhões de hospitais, cerca de 440 mil leitos e 70 mil unidades ambulatoriais. Ele afirmou que é fundamental a luta para garantir vaga aos representantes das entidades médicas na Agência Nacional de Saúde (ANS) e a instituição de fóruns periódicos que possam posicionar os profissionais de saúde sobre dados atualizados relacionados ao financiamento do SUS. Foto: Osmar Bustos |